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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Rádio Cordel Libertário Entrevista Coletivo Quilombo

29/06 - Quarta-feira às 21:10h
Participem!
Como próprio nome já diz a Rádio Cordel Libertário tem o objetivo de propagar o conhecimento, e gerar reflexão, seja através da comunicação escrita, verbal ou musical, para que possamos ter um veiculo de comunicação capaz de ajudar a luta libertária.
Tivemos a libertária possibilidade de experienciar, na nossa Atividade Formativa pelo Poder Popular realizada em meados deste mês, espaços mediados pelxs companheirxs da Rádio Cordel Libertário. Foram diversos debates sobre mídia contrahegemônica, valores libertários, oficinas de TOL (Teatro do Oprimido Libertário), de onde brotou também uma entrevista com o Coletivo. Confira a entrevista e todos os cordéis possíveis dessa luta libertária...
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA 29/06 e 30/06

Para esta semana a Rádio Cordel Libertário juntamente com as suas parcerias iniciará duas programações inéditas, “Rádio Cordel Libertário vai a Campo” e “Debates Libertários sobre as Ações em torno dos Megaeventos Esportivos” por isso não deixem de acompanhar e participar da programação dessa semana.

29/06 - 4ªF: Rádio Cordel libertário vai a campo
 
Nessa quarta-feira a Rádio Cordel Libertário Juntamente com o Coletivo Ativismo ABC (Santo André/SP) transmitira duas entrevistas gravadas inéditas, um feita na atividade de formação do Coletivo Quilombo em Feira de Santana/BA falando sobre a atividade que promoveram tal como a luta libertária em sua cidade, e a outra entrevista feita pelo Ativismo ABC com dois companheiros anarquistas franceses, falando um pouco sobre as Revoltas Populares na França e também sobre o movimento libertário de lá. Por isso não deixem de acompanhar, terá transmissão ao vivo para comentar um pouco sobre as duas entrevistas.
30/06 - 5ºF: Debates Libertários sobre as Ações/estratégias em torno dos impactos dos megaeventos esportivos
A Rádio Cordel Libertário em parceria com a Organização Resistência Libertária (ORL), do Ceará, promoverá uma série de discussões ao longo de julho e agosto, que discutirá os Megaeventos Esportivos, como a Copa 2014 e a Olimpíadas 2016, questionando os seus impactos na população pobre das cidades sedes, a flexibilização das leis e o avanço do capitalismo, vide atração maciça de investimentos para esses megaeventos.
Faça parte da rádio cordel libertário
Faça parte desta Rede de Comunicação Libertária divulgando a programação para sua lista de e-mails e para toda sua rede social, e também se tiver algum contato ou conhecimento de algum Coletivo/Movimento Libertário/Anarquista existente, mande para a Rádio o e-mail, contribuindo assim de forma direta na programação e o fortalecimento deste meio de comunicação.
LEMBRANDO
* Transmissão ao Vivo: 21:10
* Reprise no dia seguinte: 09:00
* Reprise das Transmissões da Semana nos Finais de Semana: 20:00
OBS: Lembrando que durante essas transmissões ao vivo as/os ouvintes poderão participar ativamente da programação, por meio de perguntas e reflexões através do chat presente no blog, ou mesmo AO VIVO. Quem quiser acompanhar/escutar as entrevistas que já ocorreram, elas já estão disponíveis no blog na página PROGRAMAS ANTERIORES.
 
SAUDAÇÕES LIBERTÁRIAS

 
A Rádio que Valoriza e Respeita a Liberdade e a Diversidade!
radiocordel-libertario.blogspot.com
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

ATIVIDADE FORMATIVA PELO PODER POPULAR


11 e 12 de junho de 2011

... na Casa da ReSistÊnciA

Eixos de discussão/fomento:
/ Midia Hegemônica e Poder Popular /
/ Conjuntura e Socialismo Libertário /
/ Oficina de Teatro do Oprimido Libertário /

Aquilombai-vos!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CARTA ABERTA EM DEFESA DA ILHA DE CAJAÍBA

 Nós, movimentos e entidades presentes no Ato em Defesa da Ilha de Cajaíba, realizado nos dias 12 e 13 de Abril de 2011, na Senzala do Casarão histórico da referida ilha, situada no município de São Francisco do Conde, BA, manifestamos nosso REPÚDIO à empresa italiana MISSONI, que pretende construir, em 2012, um mega empreendimento turístico denominado de HOTEL MISSONI ILHA DE CAJAIBA. Destacamos que a referida empresa recentemente adquiriu do grupo PROPERT LOGIC a concessão para construir o já citado empreendimento, sem considerar que a ilha pertence ao território das comunidades remanescentes de quilombos de São Braz, Acupe, Cambuta e Monte Recôncavo, bem como de outras comunidades pesqueiras tradicionais da região. 

A Ilha de Cajaíba garante a segurança alimentar de mais de 10 mil pessoas através do extrativismo de frutas tropicais como cajá, jenipapo, tamarindo, manga, dendê, banana, araçá, saputi, caqui, etc, e da pesca artesanal, já que cerca de 60% da sua vegetação é composta por manguezal. 

Com a possibilidade de implantação do empreendimento turístico na ilha, observa-se o aumento da especulação imobiliária na região, com a privatização e invasão criminosa das ilhotas situadas no entorno de Cajaíba, por grupos empresariais estrangeiros. Estes, vem detonando os bancos de corais para utilizar as pedras na construção de muralhas ao redor das ilhotas, impedindo o acesso dos pescadores e quilombolas aos seus espaços tradicionais de uso. 

Cabe ressaltar que já tramitam no INCRA-BA três processos administrativos de demarcação e titulação do território quilombola das comunidades já referidas, e que a partir das inúmeras representações apresentadas pelas mesmas junto ao Ministério Publico Federal e Estadual, foram abertos procedimentos para investigar a violação dos direitos coletivos das comunidades tradicionais quilombolas envolvidas, bem como as violações aos direitos difusos ao meio ambiente e à preservação do patrimônio histórico e cultural que vem sendo ameaçados. Como decorrência das investigações, o Ministério Público Estadual recomendou, em 2008, que fosse paralisado o processo de licenciamento do empreendimento até que o plano de manejo da APA – BTS fosse regulamentado e efetivado, o que foi descumprido pelo Instituto do Meio Ambiente – IMA, que aprovou a licença de localização para as obras em 2010. 

Nunca é demais lembrar que a privatização da Ilha de Cajaíba se insere num contexto de implantação de grandes empreendimentos industriais e turísticos na Baía de Todos os Santos, desde a década de 1970, e intensificados nos últimos anos pelo Governo Wagner. A região, ocupada secularmente por comunidades negras pesqueiras e quilombolas, tem sido historicamente vítima do racismo ambiental e institucional, e afetadas diretamente por desastres ambientais provocados por grandes empresas, tal como a contaminação por metais pesados (chumbo e cádmio) provocada pela COBRAC, derramamento de óleo pela Petrobrás, e recentemente por produtos químicos liberados pela Fábrica estrangeira PENHA PAPEL (de capital Japonês) situada em Santo Amaro, que tem levado a degradação do Rio Pitinga e uma contínua mortandade de peixes e mariscos. Tais crimes ambientais já foram exaustivamente denunciados aos órgãos ambientais e ao Ministério Publico, mas as ameaças persistem e as empresas ainda não foram responsabilizadas. 

Diante do exposto, solicitamos que o Ministério Público agilize os processos já em tramitação, a fim de: assegurar os direitos das comunidades tradicionais já referidas, a preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural ameaçado pelos empreendimentos; acelerar o processo de demarcação e titulação do território quilombola das mesmas comunidades; suspender o processo de licenciamento ambiental do empreendimento turístico na Ilha de Cajaíba; e embargar o processo de destruição dos bancos de corais e construção de muros nas ilhotas localizadas no entorno da ilha. 

São Francisco do Conde, 13 de abril de 2011.
 
Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Braz
Associação dos Remanescentes de Quilombo de Acupe
Associação de Pescadores e Marisqueiras Frutos do Mar – Santo Amaro
Comunidade Remanescente de Quilombo da Cambuta
Comunidade Remanescente de Quilombo da Ilha de Maré
MPP – Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais
Associação Quilombo do Orobu
CPP – Conselho Pastoral dos Pescadores
AATR – Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia
NNNE – Núcleo de Negras e Negros Estudantes da UFRB

CARTA DENÚNCIA: ESTUDANTES SOFREM AMEAÇAS E SÃO PERSEGUIDOS NO R.U. DA UEFS

Esta carta tem como objetivo alertar a administração superior  desta universidade, o movimento estudantil e docente e a comunidade acadêmica como um todo sobre as constantes ameaças, intimidações e perseguições que  estudantes desta instituição vem sofrendo dentro e fora do espaço do Restaurante Universitário, ameaças estas que  vem instaurando um clima de insegurança que nos constrange e chama a atenção para possíveis desfechos violentos caso as cabíveis providencias não sejam devidamente tomadas. 

Estas ameaças, intimidações e perseguições decorrem de sucessivos questionamentos e práticas dos estudantes contrários à forma autoritária como se dá a prestação dos serviços pela Empresa Restaurante Sabor e Arte LTDA, concessionária, ou gestora privada, dos serviços associados ao Restaurante Universitário da UEFS. A referida empresa age ilegalmente e em não conformidade com o contrato N° 065/2008 desde o seu surgimento para concessão remunerada de uso dos espaços físicos do R.U. desta universidade, prejudicando os usuários, comprometendo o serviço público e infligindo a legalidade acordada. Além da má qualidade da alimentação, descumprimento do cardápio contratual, outro fato que pode elucidar esta questão é a ilegalidade da referida administração do restaurante no que diz respeito as reformas internas e externas do espaço físico do R.U, pois desde o seu funcionamento sob esta administração uma série de equívocos, tais como reformas não comunicadas, obras feitas pela UEFS - quando na verdade a concessionária que deveria cumprir com estas questões (vide contrato), e problemáticas trabalhistas, vêm sendo desenvolvidas fragilizando o serviço público e envolvendo inclusive questões orçamentárias graves. 

Inconformados/as com o não cumprimento do referido contrato e com a má qualidade do serviço prestado, estudantes de diferentes cursos tem  se notabilizado  em ações de expropriação das  refeições servidas no  restaurante  privado, ações  estas  que teriam como objetivo denunciar o descumprimento do contrato  e chamar a  atenção da Administração Universitária para  a violação permanente do contrato e  do quanto esta violação tem sido lesiva para o bem público e a comunidade acadêmica como um todo. Até agora porém,  a única  resposta   apresentada tem sido uma tímida participação da UNDEC/CODAE e que tem funcionado apenas   no sentido de atender  às reclamações do concessionário e  recomendar  aos  estudantes  a interrupção desta  ação. Além de bastante tímida, a ação da UNDEC/CODAE vem se pontuando por uma inegável parcialidade no interior do conflito  na medida em que parece atribuir maior gravidade à ação estudantil do que ao descumprimento do contrato que  a motiva. Enquanto  o descumprimento do contrato torna-se  a cada dia mais gritante e a ação de  expropriação se  radicaliza por parte dos estudantes, vem ganhando corpo episódios de  ameaças e intimidação que ora relatamos. Tais ameaças incidem especialmente sobre  estudantes  residentes, pioneiros  nesta  iniciativa e a  cada semana apresentam novos  elementos, cada vez  mais graves e declarados. 

Na tarde do dia 03 de abril os estudantes Thiago Leandro da  Silva  Dias e  Edmundo  dos Reis Carvalho foram procurados  no interior  da  Residência  Universitária  da  UEFS por um senhor desconhecido e visivelmente  armado que  insistia  na  necessidade de  uma conversa sobre  nossa atuação no Restaurante. Com uma postura  agressiva e intimidatória, o referido senhor propunha uma conversa sobre nossa ação no restaurante e chegou a deixar contatos telefônicos diante de nossa recusa em  estabelecer qualquer conversação naquela circunstância ou de fornecer contato de qualquer natureza. No dia seguinte fomos procurados também na Residência Universitária por uma policial militar que  informava  os  mais variados  motivos  para  uma conversa e interrogava  sobre a dinâmica  de funcionamento da residência, além de perguntar sobre  elementos relacionados à nossa rotina pessoal. Nas  duas  ocasiões  em que  nos contactou, a policial em questão insistia  na obtenção de contatos telefônicos  sob os mais variados pretextos, dados estes que não foram fornecidos. Estranhamente ambos os indivíduos aqui relatados dirigiram-se a nós nos identificando  nominalmente, o que não deixa dúvidas quanto ao fato de que estas visitas nada tem de casual ou coincidente. 

Na última sexta-feira (08/04), dia  marcado por  uma  série  de  ações  de  expropriação no restaurante  privado, estudantes  que  adentraram o  espaço  foram impedidos  de  sair por um segurança  privado  ilegalmente contratado para  esta  ação de  intimidação. O mesmo segurança já foi visto em circunstâncias semelhantes  no  escritório  do  senhor Edilson Moreira, no espaço do Restaurante Universitário e invariavelmente  apresenta-se ostensivamente armado, sendo que nesta última sexta portava  ainda  uma máquina fotográfica e fotografou os estudantes impedidos de deixar o espaço. Além  de não autorizada, a ação em questão abre espaço para o fato inegável de que estamos  sendo ameaçados e coagidos, uma vez que entendemos que as fotos em questão certamente não se destinam a compor o álbum fotográfico dos melhores amigos  do senhor Edilson Moreira. Também relatamos o fato de que tem sido constante o recebimento de ligações anônimas em que invariavelmente somos  perguntados  sobre  o  lugar onde  estamos e com quem estamos. Provenientes de números  telefônicos desconhecidos  e  tendo como autores pessoas que se negam a identificar-se, estes telefonemas tornaram-se  recorrentes a partir do momento em que rotineirizamos as ações no restaurante  privado  em face da postura conivente  e  omissa com  que  o descumprimento do contrato vem sendo encarado pela Administração e o próprio Conselho Gestor do R.U. 

Completando a seqüência de denúncias aqui apresentadas, hoje, 11/04/11, enquanto almoçavam, os estudantes acima mencionados  perceberam estar sendo fotografados por uma funcionária do restaurante. A mesma interrompeu a ação diante das  reclamações  apresentadas  pelos estudantes, mas as fotografias já haviam sido feitas. Como consideramos no exemplo anterior, entendemos que esta ação inusitada de fotografar pessoas especificas sem autorização prévia e  num contexto completamente inexplicável aponta elementos para a afirmação de que estamos sendo vigiados, perseguidos e intimidados com bastante  freqüência. 

Uma vez procedido este relato, informamos  ainda  que  a ação  de expropriação  em questão  vem  sendo empreendida por  estudantes  os  mais  diversos, mas  que  a ação intimidatória tem se dirigido mais especificamente contra os estudantes  aqui apontados pelo fato  de estes terem movido constantes denúncias, seja  por  meio da  Residência  Universitária  que  atualmente  representam – COARUNI – das denúncias feitas frente à  UNDEC ou no próprio Conselho Gestor do Restaurante Universitário. 

Lamentamos  o tratamento omisso e parcial com que  esta  questão está sendo encarada ao meso tempo que denunciamos os esquemas de intimidação e ameaças as mais  diversas que esta carta tão detalhadamente  informa, ao tempo em que  aguardamos providencias enérgicas no sentido de que estas ações intimidatórias possam ser  inibidas antes de desfecharem em situações mais abertamente violentas.
 
Edmundo dos Reis Carvalho
Comissão Administrativa da Residência Universitária da UEFS (COARUNI)
Membro da  Comissão  de Permanência  da  UEFS
 
Thiago Leandro da Silva Dias
Comissão Administrativa da Residência Universitária da UEFS (COARUNI)
Representante no Conselho  Gestor do  Restaurante  Universitário (CGRU)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

HELDER, DENUNCIA A PERSEGUIÇÃO RACISTA QUE SOFREU DA BRIGADA MILITAR NO RS


Entrevista do estudante de história da Unipampa, Helder Santos, baiano de Feira de Santana. Helder, foi  vítima de violência policial e sofreu diversas ameaças de morte, motividas pelo racismo e pela homofobia da Brigrada Militar nazi-fascista da cidade de Jaguarão (Rio Grande do Sul), tendo que deixar a cidade para não morrer. Veja a reportagem do Coletivo Catarse.

OCUPAR, RESISTIR E PRODUZIR: 400 FAMÍLIAS DO MST OCUPAM FAZENDA IMPRODUTIVA EM FEIRA DE SANTANA

Na noite de sábado, 2 de abril, cerca de 400 famílias de Feira de Santana organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam uma fazenda improdutiva de 1.500 hectares que pertencia ao Governo do Estado, próxima ao bairro Viveiros e às margens do Rio Jacuípe. Segundo informações da coordenação do MST, está área esteve dentro do projeto de expansão do Centro Industrial do Subaé (CIS), mas por ficar próxima a uma área de proteção ambiental (APA) foi descartada.

O objetivo do Movimento nesta ocupação é também colocar na ordem do dia o  debate sobre a Reforma Agrária em Feira de Santana, visto que existem mais cinco áreas improdutivas em locais próximos ao novo acampamento. A ocupação teve o apoio de diversos outros grupos e movimentos sociais de Feira de Santana e do Acampamento Estrela Vive na Fazenda do Mocó. Manter a área preservada é um dos objetivos do MST na área.

Outras duas ações foram realizadas no estado, uma em Sátiro Dias (região do sisal) e outra próxima a Santo Amaro, na BR-324. No mês de abril o MST retoma com luta a memória dos mártires do Massacre Eldorado dos Carajás, que tem seu ápice em 17 de abril, transformado no Dia Internacional de Luta por Reforma Agrária e Paz no Campo. No dia 11, está programada pelo MST-BA uma mobilização na capital, Salvador, para que o Governo da Bahia retome a pauta da Reforma Agrária no estado, mobilização que também acontecerá em outros estados do país.

Veja mais imagens no Centro de Mídia Independente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

CAVEIRÃO E UPP’S NA BAHIA: O GOVERNO WAGNER COMO ANTE-SALA DO FASCISMO

“E os mais de mil meninos e meninas assassinados, também eram pistoleiros do crime organizado?”  Carta do Subcomandante Marcos, EZLN, sobre a “guerra ao narcotráfico” no México, janeiro-fevereiro de 2011.
 
estadopolicial_thumb2 Governos de colaboração de classes, como o de Jaques Wagner na Bahia, serviram historicamente para preparar o campo para formas mais violentas de dominação, como o fascismo. Pois bem, em dezembro do ano passado o governador Wagner, na sua escalada por um Estado policial como resposta à questão social, veio a público mais uma vez para anunciar novidades na política de segurança pública da Bahia. Contudo, dessa vez, para além dos freqüentes investimentos volumosos do governo para equipar a Polícia Militar da Bahia (leia-se, aumentar seu poder de repressão), Wagner anunciou que a PM-BA passará a utilizar o carro blindado (Veículo de Apoio Tático) em suas incursões, chamado de “Caveirão” no Rio e apelidado pela polícia baiana de “Miseravão”; e também que adotará o modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) nas periferias de Salvador, que serão chamadas aqui, ironicamente, de Bases Comunitárias de Segurança. Tarefas assumidas pelo novo secretário de Segurança Pública, Maurício Telles. Essas medidas confirmam o avanço das formas de criminalização da pobreza e da limpeza sócio-racial na Bahia, inseridas no contexto de programas como o PAC e o Pronasci; e na realização dos megaeventos no próximo período, como a Copa do Mundo de 2014.